Palmeira dos Índios, a princesa do agreste

Palmeira dos Índios é uma das cidades mais privilegiadas do nordeste por ter inúmeras serras, quedas de águas e muitas trilhas.
Localizada no agreste alagoano a 130 km de Maceió, a cidade tem destaque na cultura do estado de Alagoas sendo o local onde viviam os índios Xucurus e o escritor Graciliano Ramos.
Palmeira dos Índios ocupa terras originalmente habitadas pelas populações indígenas Xucurus.
Foi criada como freguesia em 1798 e transformada em vila em 1835.
Entre 1928 e 1930 a prefeitura foi exercida pelo escritor Graciliano Ramos (nascido na cidade de Quebrangulo, em Alagoas), que incluiu fatos do cotidiano da cidade em seu primeiro romance, Caetés (1933).
Hoje, a cidade carrega a Casa Museu Graciliano Ramos em homenagem ao escritor.
Índice da postagem
Palmeira dos Índios - AL
Como chegar

Para chegar a Palmeira dos Índios, saindo de Maceió, a distância é de cerca de 136 km e o trajeto leva em torno de 2h45.
Avião e Ônibus (ou Van) Chegando por Maceió: O aeroporto mais próximo fica na capital alagoana.
Do Aeroporto: Vá até o início da BR-316 (no bairro Santos Dumont), onde há pontos de vans regularizadas pela ARSAL, ou siga para a Rodoviária de Maceió para pegar um ônibus intermunicipal com destino a Palmeira dos Índios.
De Ônibus: Empresas como a Busbud ou a BlaBlaCar oferecem passagens regulares de Maceió para lá.
De carro: A partir de Maceió, siga pelas rodovias estaduais ou federais que dão acesso ao Agreste alagoano, passando por municípios vizinhos como Arapiraca.
Meio Ambiente
A fauna é constituída por animais silvestre comuns à região, tais como guaxinins, tatus, cassacos, preás, furão, saguins, raposa etc.
Aves existem: Galos de Campinas, papa capim, extravagantes periquito do mato, canários, nambu, codorniz, caboclinhos, rolinhas, anuns, gaviões e garças.
Cristo Redentor na Serra do Goiti
No alto da Serra do Goiti, uma réplica do Cristo Redentor estende os braços sobre a cidade como se fosse um gesto de proteção.
É uma das principais atrações turísticas de onde se tem uma vista panorâmica da cidade.

Com um comércio movimentado, é passeando no calçadão do mercado ou na feira de sábado que se pode conhecer toda diversidade cultural da cidade e provar dos pratos regionais, sendo um deles a deliciosa carne com macaxeira.

Com muitas trilhas que podem ser percorridas por caminhadas, de bike e de moto, belas cachoeiras aparecem em diversos locais, como a Cachoeira Antonio Vitório e a Cachoeira do Caldeirão que tem uma beleza singular.
A trilha da nascente do Rio Coruripe na região do baixo cafundó pode ser alcançada caminhando ou de bike. A Barragem do Bálsamo é um imenso espelho d'água localizado na região serrana, que serve de irrigação para toda região e também atrai turistas principalmente os que gostam de boas trilhas e muita aventura.
Museu Xucurus
No prédio antigo de uma igreja construída pelos escravos no século 18 funciona o Museu Xucurus, rico em peças antigas que contam a história da cidade.
Palmeira dos Índios foi no passado cenário de violentas disputas políticas e atualmente é a terceira maior cidade do estado.

Praça do Açude
A presença indígena marca a Praça do Açude onde há uma estátua de bronze de uma índia, isto porque no passado toda a região era habitada pelos indígenas.
A cidade surgiu em 1770 quando chegaram os frades que se propunham a converter os índios ao cristianismo e construíram uma capela com ajuda dos índios.
Devido às inúmeras palmeiras, foi dado o nome à cidade: Palmeira dos Índios.
Porém um historiador que estudava e tinha acesso aos índios xucuru-cariris, criou uma lenda para o nome da cidade.

Conta a lenda, que há muitos anos atrás havia um índio chamado Tilixi que era apaixonado por uma índia chamada Tixiliá.

Conta a lenda, que há muitos anos atrás havia um índio chamado Tilixi que era apaixonado por uma índia chamada Tixiliá.
No entanto, era um amor proibido pois a índia estava prometida ao cacique Etafé.
Durante uma festa tribal, Tilixi se aproximou de Tixiliá e lhe deu um beijo.
Como castigo, Tilixi foi condenado a morrer de fome. Tilixiá foi proibida de ver Tilixi novamente, mas sabendo do sofrimento de seu amado ela foi ao seu encontro.
Quando o cacique encontrou os dois juntos, Tixiliá foi atingida mortalmente por uma flecha e morreu junto a seu amado. No lugar onde morreu o casal apaixonado nasceu uma formosa Palmeira dos Índios.
Para conhecer a cultura indígena e seus trabalhos de artesanato, é possível agendar uma visita junto à aldeia dos Xukuru-kariri na Mata da Cafurna a 2 km da cidade através da Secretaria de Turismo ou na Prefeitura Municipal de Palmeira.

Além de serem muito hospitaleiras, as pessoas de origem indígena mostram com orgulho as suas tradições e identidade cultural, apesar de viverem próximas à área urbana.

Além de serem muito hospitaleiras, as pessoas de origem indígena mostram com orgulho as suas tradições e identidade cultural, apesar de viverem próximas à área urbana.
A Barragem da Cafurna está nas áreas que pertencem à aldeia.
Biblioteca Pública
Com a extinção do sistema ferroviário, a antiga estação ferroviária foi transformada em biblioteca pública e espaço de preservação cultural e histórica.
Uma seção inteira é reservada aos escritores da terra e à literatura alagoana.
Poetas e escritores de Palmeira dos Índios aparecem pintados no mural.
O ilustre escritor Graciliano Ramos recebeu também em sua homenagem um busto gigante na entrada da cidade.

Museu Graciliano Ramos
Prefeito da cidade em 1928, Graciliano incluiu o cotidiano da cidade em seu livro "Caetés".
Foi nesta cidade que ele iniciou sua carreira política e literária.
A casa onde ele viveu tornou-se o Museu Graciliano Ramos onde estão utensílios pessoais, fotos, capas das edições originais, vestuário e documentos.
Nos fundos da casa os administradores criaram um centro cultural e de eventos.
Autor de muitas crônicas, livros de contos, romances e memórias, Graciliano Ramos foi incluído entre os grandes escritores da literatura mundial de todos os tempos.
O escritor exaltou a vida no Nordeste em seu livro "Vidas Secas" mostrando as dificuldades do cotidiano de uma família nordestina retirante.

🍔Onde comer
Brezza Restaurante e Pizzaria: Famoso pelo self-service no almoço e pizzas artesanais e massas à noite. Fica na Av. Viêira de Brito, 607, São Cristóvão.
Serra Gastrobar: Oferece pratos variados de alta qualidade (como frutos do mar e carnes) com uma vista panorâmica ao lado do Cristo do Goiti. Fica na Av. Fernando Calixto, 5000.
316: Especializado em cortes nobres e churrasco na brasa, localizado às margens da BR-316 (no Auto Posto Shalom).
Sabor da Terra: Tradicional na cidade, localizado na Praça da Independência, no Centro, com atendimento no formato de almoço e jantar.
Du Luca: Ótima hamburgueria artesanal na região da Lagoa de Palmeira dos Índios.
Rota turística indígena (Camping)
Conheça Palmeira dos Índios, e um pouco da história dos indígenas Xucuru-Kariri, uma rota turística que levará os visitantes a uma imersão nesta cultura e tradições.
É mais uma dica para quem vem visitar a cidade durante o Festival de Inverno (FIPI) em agosto ou outras épocas do ano.
No município, 3.500 índios vivem aldeados em 9 aldeias, sob o comando dos caciques e pajés, além dos que moram na cidade, e fazem parte das 11 etnias existentes em Alagoas.
Eles sobrevivem, basicamente, da agricultura, pesca, caça e do artesanato. 
Na Mata da Cafurna, por exemplo, os turistas podem conhecer a rica cultura, com direito a pinturas corporais, caminhada pela trilha na mata, um passeio de 60 minutos, para conhecer e sentir o ar puro nos 117 hectares que guardam e preservam a história do povo Xukuru-Kariri.

Na Mata da Cafurna, por exemplo, os turistas podem conhecer a rica cultura, com direito a pinturas corporais, caminhada pela trilha na mata, um passeio de 60 minutos, para conhecer e sentir o ar puro nos 117 hectares que guardam e preservam a história do povo Xukuru-Kariri.
O turista ainda pode vivenciar alguns rituais indígenas, como o banho de ervas, o rapé, o banho de argila e o toré.
Tudo isso pode ser feito em um dia, ou com duração de dois dias, caso o grupo queira pernoitar acampando na aldeia.
Mas existe também as opções de camping ou hotel na cidade.
Nestas aldeias também são realizados os tradicionais jogos indígenas. “O município de Palmeira tem muitas riquezas culturais, com turismo de aventura e religioso.
O que levar:
- Proteção contra o sol
- Bota de trilha
- Água e lanches leves
- Repelente
- Boné ou chapéu
- Protetor solar
- Roupas leves e confortáveis
- Sandálias aquáticas ou chinelos
- Lanterna
- Papel higiênico
- Toalha pequena ou de secagem rápida
- Roupa de banho
- Documentos pessoais
- Carregador portátil
- Equipamento para fotografia aquática
Prepare-se para:
- Natação
- Caminhada em áreas irregulares
- Caminhadas de mais de 30 minutos
- Caminhadas de mais de 1 hora
- Pernoite em acampamento em área natural
- Animais silvestres nas proximidades
Resumo
Palmeira dos Índios, localizada no agreste alagoano, combina paisagens naturais — com serras, cachoeiras e trilhas — a um rico patrimônio cultural.
Terra dos indígenas Xucuru-Kariri e berço da trajetória literária e política de Graciliano Ramos, a cidade oferece atrações como a Serra do Goiti, a Rota Turística Indígena, o Museu Xucurus e a Casa Museu Graciliano Ramos.







