Bem-vindo ao paraíso intocado da Bahia

Boipeba é uma das ilhas no litoral da Bahia, que conserva a atmosfera intocada de lugares isolados e onde a poluição ainda não chegou.
Com muito ar puro, em Boipeba pode-se caminhar por quilômetros de praias desertas e ter a sensação de ser o único visitante da ilha.


Uma das ilhotas no Arquipélago de Tinharé
Índice da postagem
Ilha de Boipeba - BA
A Ilha de Boipeba está localizada no município de Cairu, na chamada Costa do Dendê, no litoral sul do estado da Bahia.
Ela faz parte do Arquipélago de Tinharé, sendo separada da famosa ilha de Morro de São Paulo apenas pelo Rio do Inferno.
Como chegar

A via de acesso principal começa em Salvador ou na cidade de Valença.
Partindo de Salvador, o trajeto mais comum envolve pegar o ferry boat até Bom Despacho (Itaparica), seguir de carro ou ônibus até a cidade de Valença ou o atracadouro da Graciosa, e de lá embarcar em uma lancha rápida que navega por cerca de 1 hora pelos rios e manguezais até o píer de Boipeba.
Via Morro de São Paulo: Você pega um catamarã de Salvador até Morro de São Paulo.
De lá, continua o trajeto em um veículo 4x4 pela Ilha de Tinharé até o Rio do Inferno e faz uma travessia rápida de barco até Boipeba.
De Carro Particular: Siga pela BR-101 ou atravesse de ferry-boat até Bom Despacho, indo em direção a Valença.
Outra alternativa de carro é dirigir até o vilarejo de Torrinha, de onde saem barcos menores mais próximos da ilha.
Quanto se paga para entrar em Boipeba?
Para entrar na ilha, todo turista deve pagar a TUPA (Tarifa de Uso do Patrimônio do Arquipélago de Cairu).
É uma taxa ambiental obrigatória, instituída para ajudar na preservação ecológica, limpeza e infraestrutura do arquipélago.
O valor é acessível por pessoa - sujeito a pequenas alterações anuais - e é pago diretamente no terminal marítimo no momento do desembarque na ilha.
Qual a melhor época para ir
O sol brilha forte em Boipeba na maior parte do ano.
No entanto, a época de ouro (alta temporada e melhor clima) vai de setembro a março.
Nesses meses, as águas ficam mais cristalinas e as chuvas são raras, garantindo a visibilidade perfeita nas piscinas naturais.
O período que exige mais cautela é entre abril e julho, considerado a “quadra chuvosa” no litoral baiano, quando as pancadas de chuva podem deixar a água do mar um pouco mais turva e os ventos mais fortes.
★★ Ilha de Boipeba

Tem mais de 20 km de praias semidesertas, ótimas para banho.
É separada da Ilha de Tinharé pelo Rio do Inferno.
O pequeno povoado de Boipeba pode ser atingido de barco a partir de Valença, de Cairu ou de Morro de São Paulo.
A Praia de Tassimirim, na maré baixa formam-se piscinas naturais nos recifes em frente.
Tem ondas fracas, águas transparentes, areia clara e plantações de coco ao redor.
Ao norte estão a Primeira Praia, a da Barra e do Pontal.
No sentido leste-sul ficam: Cueira (boa para surfe); Morerê; Bainema (deserta e onde há um curioso coqueiro com duas copas); Cova da Onça (com vila de pescadores, boa para pesca de lagosta); e Ponta de Castelhanos (tem recifes e um navio afundado, boa para mergulho).
São quase 20 km de praias paradisíacas e semidesertas, areia branca e vastos coqueirais com algumas pousadas e restaurantes bem simples, mas com muito aconchego e hospitalidade.
Apesar de estar próxima ao Morro de São Paulo que detém grande fluxo turístico, por algum tempo Boipeba se manteve incógnita.
Atualmente Boipeba tornou-se um precioso destino de turistas que procuram lindas paisagens, praias desertas e natureza exuberante, mas com o clima de um vilarejo perdido no mundo.
Atualmente Boipeba tornou-se um precioso destino de turistas que procuram lindas paisagens, praias desertas e natureza exuberante, mas com o clima de um vilarejo perdido no mundo.
Longe da agitação dos grandes centros, o local tem cenários extraordinários e encantadores.
Rica em cores, ritmos e lendas, a ilha é rodeada de um lado pelo oceano e do outro pelo estuário do Rio do Inferno.

Boipeba foi descoberta no passado onde chegaram os primeiros jesuítas da Europa em 1537.
O nome da ilha é uma corruptela da palavra tupi Mboi Pewa que significa cobra chata, uma referência às tartarugas marinhas que eram muito frequentes nas praias.

Boipeba é ideal para quem gosta de caminhar sem pressa, ao sabor do vento e da brisa do mar.

Boipeba é ideal para quem gosta de caminhar sem pressa, ao sabor do vento e da brisa do mar.
Na ilha há vários povoados, como a Velha Boipeba, Moreré, Ponta dos Castelhanos, Cova da Onça e Monte Alegre etc.
Atracadouro de Boipeba
Muitos turistas chegam a Boipeba vindo de lancha rápida diretamente de Valença ou pela trilha em jipes que saem de Morro de São Paulo.
De qualquer forma é preciso uma viagem de barco para atravessar o Rio do Inferno e chegar até a ilha, onde não há tráfego de veículos.

Logo depois do descobrimento do Brasil em 1501, a expedição portuguesa navegou toda a costa baiana para explorar a área do novo continente.

Logo depois do descobrimento do Brasil em 1501, a expedição portuguesa navegou toda a costa baiana para explorar a área do novo continente.
Junto ao rio ficavam os violentos índios Aimorés, que conheciam a influência da Lua sobre as marés.
Quando as marés baixavam e as embarcações ficavam encalhadas, os índios canibais atacavam e comiam a tripulação.
Por isso deram o nome de Rio do Inferno àquele canal.
Boca da Barra/ Outeiros/ Pedrinhas
Navegar é preciso, pois passeios de barco são fundamentais para se conhecer a ilha.
O passeio que contorna a ilha é feito em lanchas rápidas de acordo com a tábua de marés.
Os passeios mais longos duram quase um dia inteiro e alguns barqueiros levam turistas em charmosas canoas a vela.


Boca da Barra
É a praia mais próxima da vila principal (Velha Boipeba), onde a maioria das pousadas e restaurantes está concentrada.
O grande espetáculo da Boca da Barra é que ela marca o encontro exato das águas escuras do Rio Inferno com as águas azuis do Oceano Atlântico.
A Praia da Boca da Barra é a primeira praia de Boipeba onde o Rio do Inferno se encontra com o mar. Serve também como ponto de referência para as saídas dos passeios de barco e para a prática de esportes náuticos.

Seguindo adiante surge a Praia do Outeiros, uma praia com areia de cascalho e ótimas pousadas à beira mar.
No final há uma praia com variados e lindos tipos de pedras sendo chamada Praia das Pedrinhas.
Tassimirim/ Cueira
Caminhando a partir da Boca da Barra (por uma trilhazinha leve de cerca de 20 minutos), você chega a Tassimirim, uma praia cheia de coqueiros e piscininhas naturais rasas entre os recifes.
Logo em seguida, separada apenas por uma curva de areia, está a Praia da Cueira.
A Praia de Tassimirim tem um extenso coqueiral sendo um dos principais pontos de desova da tartaruga marinha.

É um excelente local para prática de mergulho onde sempre há pescadores mariscando polvos, lagostas e lambretas.
Essa praia faz a divisa com a Praia da Cueira, por um trecho de Mata Atlântica onde o ar se confunde à natureza com aroma de oxigênio puro.
Cueira/ Morerê/ Bainema
O cartão-postal absoluto de Boipeba.
A vila de Moreré fica um pouco mais afastada (você pode chegar com uma caminhada de cerca de 1 hora a partir da Cueira, atravessando um rio na maré baixa, ou pegar o transporte de trator saindo de Velha Boipeba).
Moreré é ainda mais pacata que a vila principal.
Na maré baixa, barquinhos levam os turistas até as piscinas naturais que se formam em alto mar, a cerca de 1 km da costa.
A Praia da Cueira, que já foi eleita uma das mais belas do Brasil, é separada por um morro da Praia de Moreré.
Essa praia paradisíaca é um lugar para parar e pensar, amarrar a rede e relaxar na companhia da natureza.
Com uma longa extensão de areia clara, ondas suaves e uma fileira imensa de coqueiros que oferecem sombra natural, a Cueira é frequentemente eleita uma das praias mais bonitas do Brasil.
Contudo, é nela que fica o famoso restaurante do Guido, parada obrigatória para os amantes de frutos do mar.

Localizada numa enseada de águas tranquilas e piscinas naturais nos recifes de corais, na maré baixa surge um banco de areia que permite longas caminhadas pela praia.
Para chegar à vila de pescadores de Moreré pode-se seguir pela praia durante a maré baixa ou caminhando por uma trilha desde a Velha Boipeba.
Vila de pescadores de Moreré
Durante o verão há tratores que fazem o transporte, mas a melhor maneira para chegar a Moreré é fretar uma lancha desde a Boca da Barra.
Vale a pena provar as delícias feitas com os frutos do mar como camarões, polvos e lagostas que são abundantes nessa região.
No final da praia chega-se à Praia do Bainema com vasto coqueiral e poucas casas de veraneio.
Ponta dos Castelhanos
Essa é uma praia deserta conhecida por sua extensão e por ser a última antes do imenso manguezal até chegar ao fim do arquipélago.
No fundo mar estão os restos de um navio espanhol que naufragou na época do descobrimento do Brasil, daí veio o nome Ponta dos Castelhanos.

Embora todos os náufragos tenham sobrevivido, eles foram comidos pelos índios canibais.

Embora todos os náufragos tenham sobrevivido, eles foram comidos pelos índios canibais.
Não há nada nas imediações a não ser as matas e o mar, que é excelente ponto de mergulho e desova de tartarugas marinhas.
A infraestrutura lá é mínima, sustentada por barracas rústicas flutuantes que servem o clássico pastel de lagosta frito na hora.
Vila de Monte Alegre
Seguindo pelo interior da ilha de Boipeba, as trilhas levam para a parte mais alta onde as paisagens são inesquecíveis. As áreas florestais da ilha servem como abrigo para muitas aves e animais, por isso foi criada uma Área de Proteção Ambiental.
Trata-se de uma comunidade de quilombos que recebem bem os turistas.

Seguindo as trilhas deslumbrantes banhadas por nascentes de água pura, em meio ao silêncio da mata pode-se saborear frutos maduros nos cajueiros, mangueiras e outras.

Seguindo as trilhas deslumbrantes banhadas por nascentes de água pura, em meio ao silêncio da mata pode-se saborear frutos maduros nos cajueiros, mangueiras e outras.
Cova da Onça e outros povoados
O último povoado é São Sebastião, popularmente conhecido como Cova da Onça.
Dizem que o lugar tem esse nome porque havia uma imensa gruta onde os antigos padres escondiam para não serem devorados por índios.

Voltando da Cova da Onça, passa-se por diversos povoados que parecem ter parado no tempo, como Barra do Carvalho, São Francisco, Barreira e Barroquinha.

Voltando da Cova da Onça, passa-se por diversos povoados que parecem ter parado no tempo, como Barra do Carvalho, São Francisco, Barreira e Barroquinha.
Pratigi
Essa é uma praia que faz parte da cidade de Ituberá, que está entre os arredores da Ilha de Boipeba e a Península de Barra Grande.
Localizada no continente, a extensa praia é quase deserta e ocupada por fazendas de coco e dendê. Nesse ponto o mar é calmo e as ondas são bem fracas.
O acesso a essa praia é um muito complicado pois demanda inúmeras baldeações.
De carro as estradas são ruins.
Há apenas um camping onde no final do ano acontece o evento "Universo Paralelo".

O festival trance reúne muita gente jovem do Brasil e exterior amantes da música eletrônica, da arte psicodélica e da comunidade alternativa.

O festival trance reúne muita gente jovem do Brasil e exterior amantes da música eletrônica, da arte psicodélica e da comunidade alternativa.
O evento é tipo Woodstock, um movimento hippie dos anos 60.
Durante o evento o que conta é viver alguns dias em total liberdade...
🛏️Pousadas
As melhores pousadas de Boipeba ficam ao longo da praia da Boca da Barra e em Moreré.
A mais luxuosa e bem equipada da ilha é a Mangabeiras que fica no alto de um mirante natural entre as praias do Outeiro e Tassimirim, tendo uma vista panorâmica das praias de Boipeba.
e também: Pousada Tassimirim e Pousada do Outeiro, ambas na Praia do Outeiro.
Pousada Santa Clara
A pequena Vila Sereia tem apenas quatro chalés e serve um excelente café da manhã na varanda dos quartos.
A Alizées Moreré é uma opção romântica em Moreré. Possui uma maravilhosa vista para o mar e deques suspensos.

Elegante e intimista, a Pousada Santa Clara está próxima à praia na Boca da Barra e tem o melhor restaurante de Boipeba.
Também há bons quiosques nas praias.
Na Praia da Cueira o Quiosque do Guido serve lagostas fresquinhas feitas na fogueira de palha e em Morerê tem o Quiosque Paraíso.
🦐Onde comer
Guido da Lagosta | Ilha de Boipeba - Ilha de Boipeba - Velha Boipeba, Cairu - BA.

Fora um camping selvagem (quase obrigatório) na ilha, há também várias pousadas, e muitos campings, como Recanto dos Pássaros, na Vila da Velha Boipeba.

Camping Recanto dos Pássaros - Rua das Tiriricas (Cairu), Vila da Velha Boipeba: amplo espaço, área para camping.


Camping Recanto dos Pássaros - Rua das Tiriricas (Cairu), Vila da Velha Boipeba: amplo espaço, área para camping.

Camping do Serjão - Ilha de Boipeba - R. Praia Boca da Barra - Ilha de Boipeba, Cairu - BA. Melhor localização, próximo cais e a vila, frente ao mar, cozinha grande, banheiros limpos. Bom atendimento.

Camping Aimoré - Rua do Cajoeiro Ilha de Boipeba, Cairu - BA. Ótimo atendimento, ótima cozinha, seguro, banheiros limpos, organizado.

Camping Brilho do Sol | Moreré - Moreré, Boipeba, Cairu - BA. Bem localizado, frente ao mar, próximo restaurantes e mercados, ótimo atendimento, cozinha completa, banheiros limpos, área de camping ótima.


Camping Aimoré - Rua do Cajoeiro Ilha de Boipeba, Cairu - BA. Ótimo atendimento, ótima cozinha, seguro, banheiros limpos, organizado.

Camping Brilho do Sol | Moreré - Moreré, Boipeba, Cairu - BA. Bem localizado, frente ao mar, próximo restaurantes e mercados, ótimo atendimento, cozinha completa, banheiros limpos, área de camping ótima.

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