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15.9.26

Introdução

Camping Natural

Olá, pessoal, e todos os adeptos do campismo, sejam bem-vindos!

Você deve saber os benefícios da vida ao ar livre, e dados comprovados mostram as vantagens do sol e exercícios, os bens que faz ao organismo o contato com a natureza, uma estada na praia, um camping onde inspira alegria e bom humor, dá energia ao corpo " especialmente à pessoas que trabalham muito", conservam elegância da mocidade, ficam uns verdadeiros Apolos.

O sedentarismo faz engordar, torna os músculos flácidos e moles, a pele enrugada, o homem e a mulher envelhecem precocemente, um homem de trinta anos parece ter quarenta e cinco ou mais.
Neste espaço procuramos respostas convincentes a uma questão fundamental do camping em seu estado natural:

"Alguns veem e pensam com certa estranheza sobre o camping natural, como sendo coisa de gente rebelde, sem rumo e sem muito relacionamento humano".

Introdução ao camping natural
Em especial a usuários de campings organizados, que quando perguntados o que é um camping natural (selvagem) hesitam em responder, e muitos dizem que nunca pensaram no assunto.
Buscamos identificar o comportamento dos campistas, desde o momento em que entram em busca de lazer e entretenimento até quando saem dela.

Digo aqui do que se trata: viajei e pesquisei bastante para chegar a conclusão; alguns campings organizados ou não, passam por várias fases de transformações, se tratando de infraestrutura, principalmente nos moldes da modernização, sofisticação e ambientalismo.
Tornando alusivo o termo camping em toda a sua extensão e particularidade.
Camping Natural - Jovens na praia
Mas todos nós somos campistas, somos seres humanos, gostamos de aprender coisas novas, de aventuras.
Não precisa necessariamente ser; um camping organizado, natural, semisselvagem que vai distinguir um campista de outro, pois tudo é camping.

Mas afinal, o que é camping natural?  veja este post.. As regras do camping natural
Quer saber onde tudo começou? visite o blog neste link.. Camping Selvagem
"O melhor do passeio são justamente os "imprevistos", as peripécias e o prazer de improvisar soluções para os problemas que aparecem".

O camping natural não é apenas uma forma mais econômica de lazer; ele é um meio de fugir a rotina do convencional, de se entrar em contato com as coisas mais simples.
Construir sua própria casa, protegê-la da chuva e do vento com nossas próprias mãos, cozinhar nossa própria comida, cuidar, enfim dos elementos básicos de nossa sobrevivência; são prazeres estimulantes e incrivelmente novos para quem está habituado ao conforto sedentário de nossa civilização.
Camping Natural - Jovens alegres
Todos esses argumentos tem levado a acampar pessoas que jamais pensariam nisso antes.
Como a família de muitos amigos meus, que há anos trocaram os colchões macios dos hotéis e a sofisticada comida dos restaurantes pelos duros sacos e colchonetes de dormir, pelas frutas frescas e ovos cozidos, pelo nascer do sol numa linda praia e pelas noites geladas em uma montanha.

Eles, com mulheres e filhos conseguiram até uma coisa que jamais acontecia em suas casas - Divisão de trabalho; cada um tendo suas tarefas, cada um ajudando numa coisa determinada. 
No camping o trabalho conjunto aproxima pais e filhos, estimula as responsabilidades de cada um e o prazer de estarem todos juntos.
Camping Natural - Jovens unidos
Se você é daqueles que nunca acampou, pense que essa pode ser uma excelente experiência de lazer, vida comunitária, junto com seus amigos e sua família, volta com a natureza e outras coisas novas que você aos poucos irá descobrindo.
"Os campistas mais experientes dizem sempre que estão aprendendo coisas novas todas as vezes que fazem um novo camping".
Nesta aventura você vai ver que acampar não é um bicho de sete-cabeças, não é perigoso e desconfortável. 
É muito desagradável ter um acampamento estragado por uma noite mal dormida graças as intempéries: insetos, ao frio e buracos no chão da barraca, etc.

Aqui tudo foi elaborado cuidadosamente, com o intuito de atingir ao principiante, aos que acampam de vez em quando, e até os veteranos, englobando todos os aspectos de uma forma ou de outra em torno do campista.
Camping Natural - garotinha na barraca
Leia com bastante atenção, ele pode até salvar a sua vida! procure entender tudo o que achar importante e julgar necessário. A finalidade é ajudar você, a abrir novos horizontes, a cuidar de si, de sua família e amigos. 
Despertando assim o espírito de solidariedade e companheirismo que certamente todos acharão você notável e o acompanharão até aos lugares mais longínquos e difíceis.
Seja numa praia deserta, uma cachoeira de águas geladas, numa floresta de pinheiros ou num recanto perdido de uma mata, mas sempre com a forte presença da natureza.
Camping Natural - carro e barracas
Tendo esta agradável lembrança em mente de vários acampamentos e imaginando que alguns dos amigos ainda não praticaram esse tipo de lazer e desejariam fazê-lo, vou tentar, dentro do possível, passar muitas informações e técnicas básicas colhidas ao longo dessas deliciosas aventuras.
"Você estar preparado é tão importante quanto o desejo de sobreviver.
Não se esqueça que por pior que seja o panorama, se você permanecer focado e otimista, pode vencer qualquer obstáculo". 
E também desejo aprender muitas coisas; até com você amigo, que espero a ajuda bem acolhida de toda e qualquer informação, para facilitar a todos um bom lazer e entretenimento.
Bem, só resta agora dizer-lhe uma boa aventura, e um feliz acampamento.

Valter da Silva Luna
Camping Natural - quiosque da Dona Cristina
"O camping natural: Além de ser comprovadamente mais seguro, com certeza é mais cômodo, prazeroso e econômico. Muito saudável e viciante; ele é muito mais você, é muito mais família. Sendo uma forma inesquecível e gratificante de se encontrar diretamente com a natureza. Venha, faça turismo, conheça lugares e participe dessa viagem ecologicamente correta".

Este artigo também está disponível em inglês:  Introduction

 

14.9.26

Alexandre Grande

 Alexandre, o Grande

Alexandre o Grande
  • Alexandre III da Macedônia, o Grande ou Magno
  • Aléxandros ho Trítos ho Makedón
  • Aléxandros ho Mégas
  • Mégas Aléxandros 
Conhecido por tantos nomes, Alexandre - o Grande, nasceu em 20 de julho de 356 a.C. em Pella e faleceu na antiga Macedônia em 13 de junho de 323 a.C. Príncipe e Rei da Macedônia de 356 a.C. a 323 a.C. - era um dos três filhos do Rei Felipe II e de Olímpia.

Consagrou-se como o maior conquistador do Mundo Antigo e foi uma importante figura lendária que definiu o curso da história. Em apenas 13 anos conseguiu conquistar o maior império da história do mundo antigo. 
Apesar de ser chamado de O Grande, Alexandre Magno tinha apenas 1.52m, mas suas façanhas militares grandiosas ficaram marcadas para sempre.

Olímpia, a mãe de Alexandre, casou-se muito jovem com Felipe II em 360 a.C. Segundo Plutarco, ela era arrogante, de índole ciumenta, vingativa e  fomentava intrigas com o filho e o marido. Desde o nascimento de seu filho Alexandre em 356 a.C., a relação de Olimpia com Felipe II não era boa.
Alexandre o Grande - Mural
Alexandre Magno na Batalha de Isso. Mosaico encontrado em Pompeia, 
hoje no Museu Arqueológico Nacional, em Nápoles.

Na época existia a desconfiança quanto à fidelidade de Olímpia, já que alguns historiadores relatam que Alexandre poderia ser filho do rei Netanebo do Egito, quando este se refugiou na corte da Macedônia para fugir dos persas.  
Entretanto Olímpia afirmava que Alexandre era filho de Zeus,  o rei dos deuses, fazendo com que o povo o reverenciasse como um legítimo deus.

Olímpia foi repudiada por Felipe II quando seu marido contraiu novas núpcias com a jovem macedônica Cleópatra, sobrinha de Átalo que era um dos guardas do rei. 
A poligamia não existia em Atenas; assim, o fato de Felipe casar-se com Cleópatra significava que Olimpia era uma rejeitada e seu filho, um bastardo. 
Todas as outras esposas seriam suas amantes ou simplesmente prostitutas. 

Após a morte de Felipe II em 336 a.C., para vingar-se Olímpia matou Caranus e a pequena Europa, os dois filhos gerados entre Felipe e Cleópatra. 
Depois forçou o suicídio de Cleópatra. 
Também recaíram sobre Olímpia as suspeitas de seu envolvimento no assassinato de Felipe II, já que ela teria concretizado sua vingança pessoal para ver seu filho Alexandre assumir o trono.
Alexandre no cavalo
Alexandre Magno e seu idolatrado cavalo Bucéfalo

Sob a influência do filósofo Aristóteles, dos 13 aos 16 anos Alexandre aprendeu retórica, política, ciências físicas e naturais, geografia e tinha legítimo interesse pela história da Grécia e por obras de grandes autores. 
Destacou-se muito novo por sua inteligência, tendo se distinguido nas artes marciais e na doma de cavalos. 
Foi assim que ele dominou facilmente seu companheiro de viagem, o cavalo que batizou de Bucéfalo
Seu pai lhe transmitiu conhecimentos de estratégia e dotes de comando, que lhe serviu para vencer a batalha de Queronéia. 
Enquanto Felipe II estava em uma expedição bélica, Alexandre liderou uma expedição à atual Bulgária, vencendo os bárbaros locais. 
Ali ele erigiu sua primeira cidade: Alexandrópolis. 
Por essa façanha,  com apenas 16 anos de idade Alexandre tornou-se general do exército de seu pai. 

Rei da Macedônia

Com o assassinato do seu pai em 336 a.C., com apenas 20 anos Alexandre Magno subiu ao trono da Macedónia e assumiu a prioridade em iniciar a expansão territorial do reino. 
Ao saberem da morte de Filipe II, as Cidade-Estados gregas que estavam sob o domínio da Macedônia, rebelaram-se não aceitando Alexandre como soberano. 
O jovem líder valendo-se da eficiente Falange Macedônica conseguiu derrotar a Cidade de Tebas, cidade grega que era a mais preparada para a guerra. 
Coroação de Alexandre
Coroação de Alexandre. Romance do século XV

Período Helenístico

Com a derrota do Exército Tebano, Alexandre conseguiu a submissão de todas as outras cidades gregas como Atenas e Esparta. Logo nos primeiros tempos de reinado o norte do seu reino foi atacado, mas ele venceu facilmente a batalha.
Contornada a situação na Grécia, Alexandre Magno voltou suas atenções para a Ásia onde há muito tempo o Império Persa desejava a destruição da Civilização Grega. Com isso Alexandre - O Grande inaugurou o Período Helenístico, onde a Cultura Grega misturou-se com os costumes dos povos asiáticos.

Batalha de Grânico

Em 334 a.C., Alexandre montado no seu Cavalo Bucefalus cruzou o Helesponto e com um número inferior de soldados enfrentou o Exército Persa de Dario II na Batalha de Grânico. 
Com incrível bravura, ele conduziu seu exército a uma surpreendente vitória. 
Logo depois partiu para a conquista do Império Persa. 
Seguiu a viagem triunfante, conquistando várias cidades até chegar a Górdia, onde conseguiu o domínio da Ásia.

Casamento

Em 328 a.C. Alexandre casou-se com Roxana e teve um filho que , Alexandre IV, que falece antes de chegar à idade adulta. 
No ano seguinte, segue com as suas tropas para a índia, onde realiza a fundação de várias cidades. Alexandre Magno casou com pelo menos duas mulheres: com Roxana, filha de um nobre pouco importante, e a princesa persa Statira II, filha de Dario III da Pérsia. 
casamento de Alexandre
Casamento de Alexandre com Barsine (Estatira) em 324 a.C.. 
Os dois estão vestidos como Ares e Afrodite. Mural em Pompeia

Conquista da Pérsia

Em 333 a.C. Dário III - o rei dos persas - decidiu desafiar Alexandre Magno. 
Na batalha de Isso  os persas saíram vencidos, mas logo em seguida foram vencidos por Alexandre. Assim o rei da Macedónia assumiu a Síria e entrou no Egito. 
Aos poucos  o maior sonho de Alexandre ia se tornando realidade: unir a cultura oriental à ocidental. 
Alexandre na conquista da Pérsia
Em 332 a.C. foi fundada Alexandria, a cidade que se tornou importante pólo cultural. 
Um ano depois Alexandre enfrentou novamente Dário na Batalha de Gaugamela, vencendo em absoluto a Pérsia. 
Alguns meses depois Dario III - o rei dos persas - foi assassinado de modo traiçoeiro por Besso, um general persa. Com a morte de Dário III, Alexandre foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia persa.

Império Macedônico

Durante seus treze anos de reinado Alexandre ficou conhecido como Alexandre Magno, ou seja, o Grande. 
Depois de criar o império mais extenso da época, Alexandre decidiu continuar com sua expedição no Oriente tomando para si o Egito, a Babilônia e a Índia. 
Alexandre e império macedônico
Os reinos que Alexandre havia conquistado o acolheu como libertador. 
No Egito o grande conquistador foi recebido como Faraó. Dominou a Grécia, a Palestina, o Egito, anexou a Pérsia à Mesopotâmia e chegou à Índia.  
A única cidade que foi destruída pelo desejo de Alexandre foi a Cidade de Persepolis. 
Ao organizar o Império Macedônico em nove reinos, fundou mais de 70 cidades; várias com o nome de Alexandria que serviram para o intercâmbio comercial com China, Arábia, Índia e interior da África. Dessas, a mais famosa está localizada no delta do rio Nilo no Egito. 
As conquistas de Alexandre propagavam a cultura grega no Oriente. 
A criação da biblioteca de Alexandria, com 700.000 volumes, transformou a cidade em centro irradiador da cultura helenística.  

Morte de Alexandre Magno

Os territórios conquistados não bastavam para Alexandre, por isso ele continuou avançar sobre as longínquas regiões da Ásia. Por onde passava fundava cidades, todas com o nome de Alexandria. 
Com suas tropas exaustas, ele decidiu retornar.
Na viagem  de retorno foi ferido mortalmente. 
Padeceu de febres desconhecidas, que nenhum médico soube curar. 
É possível que tenha contraído malária, febre tifoide, encefalite virótica ou tenha sido envenenado ou uma consequência de seu vício de alcoolismo. 

Ao chegar na Babilônia, em 13 de Junho de 323 a.C. Alexandre Magno faleceu com apenas 33 anos. Momentos antes de falecer  ele mandou convocar seus generais e fez os três últimos desejos:
Que o seu caixão fosse transportado por médicos,
ara mostrar que eles não tem o poder de cura perante a morte.

Que os seus tesouros cobrissem o chão, 
para que as pessoas entendessem que os bens conquistados ficam na terra.

Que as suas mãos ficassem fora de caixão, 
para mostrar que veio à terra de mãos vazias e que era assim que partia...

Post Mortem

Todos pedidos de Alexandre foram cumpridos e só vieram ressaltar a grandeza de seu espírito. 
Com a sua morte o império foi repartido entre os seus generais e a sua família acabou por ser exterminada. 
Por ter morrido ainda jovem e sem derrotas, muito se especula sobre o que teria acontecido se tivesse vivido mais tempo. Se houvesse liderado suas forças numa invasão das terras a oeste do Mediterrâneo, provavelmente teria alcançado sucesso. 
Nesse caso, toda a história da Europa ocidental poderia ser completamente diferente. 

Mais de sua vida e façanhas

Diz-se que cortou o nó górdio na Frígia (333 a.C.), ato pelo qual, segundo a lenda, estava destinado a governar toda a Ásia. 

Na Batalha de Issos, em 333 a.C., ele derrotou outro exército, desta vez liderado pelo rei persa Dario III, que conseguiu escapar. Em seguida, conquistou a Síria e a Fenícia, isolando a frota persa de seus portos.

Em 332 a.C., completou um cerco de sete meses a Tiro, considerado sua maior conquista militar, e depois conquistou o Egito.
 
Lá, recebeu a dupla coroa dos faraós, fundou Alexandria e visitou o oráculo do deus Amon , base de sua reivindicação de divindade. 

Quando seu favorito, Heféstion (324), morreu, Alexandre lhe concedeu um funeral de herói e exigiu que honras divinas fossem prestadas em seu próprio funeral. 
Alexandre era um homem de visão, extremamente inteligente, que tentava uma síntese entre o oriente e o ocidente. 
Respeitava seus adversários e derrotados.
Acolheu a família de Dario III, permitiu às cidades dominadas manter sua religião, seus cultos, costumes e língua e até encorajou o casamento de seus oficiais com mulheres persas. 
Era admirador das ciências e das artes. 
Fundou cidades como Alexandria, que viria a se tornar o maior centro cultural, científico e econômico da Antiguidade por mais de 300 anos, até ser substituída por Roma. 

Expandiu cidades, se empenhou em expandir o helenismo, homenageou veteranos feridos com nome de cidades e deu nome a uma cidade em homenagem a seu cavalo Bucéfalo. 
Algumas vezes se mostrava instável e sanguinário, destruindo cidades inteiras, como Tebas e Persépolis; além de ter assassinado seu melhor general devido à ligação com um eunuco. 

Ele tinha a intenção de fazer ainda mais conquistas. 
Sabe-se que planejava invadir a Arábia e, provavelmente, as regiões ao norte do Império Persa. 
Poderia também ter planejado outra invasão da Índia ou a conquista de Roma, Cartago e do Mediterrâneo Ocidental.

Infelizmente nenhuma das fontes contemporâneas sobreviveu (Calístenes e Ptolomeu), nem sequer das gerações posteriores. 
Muitos dos pormenores da sua vida são bastante discutíveis...