Paraíso Natural do Tocantins
A região, que fica no Tocantins, encanta principalmente pelas dunas alaranjadas que chegam a 40 metros de altura; característica do cerrado brasileiro.

Além das águas abundantes - rios e riachos de águas transparentes e potáveis - dos chapadões e serras com clima de savana, dos rios e cachoeiras, nascentes e impressionantes formações rochosas.
São 34 mil km² de terra e os principais atrativos estão localizados nas cidades de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins.
Para os mais aventureiros, a região é ideal para praticar o rafting, a canoagem, o rapel e as trilhas a pé e/ou de bicicleta.
Vale a pena visitar a Cachoeira da Velha, uma enorme queda d’água de aproximadamente 15 metros de altura; os Povoados do Mumbuca e Prata, comunidades remanescentes de quilombos; os Fervedouros, piscinas de água transparente nas quais é impossível – sim, impossível – afundar!
A pressão exercida pela água faz com que flutuemos, parecido com o efeito do Mar Morto.
Fervedouro no Jalapão
Como chegar
Os aeroportos mais próximos são respectivamente Palmas (TO), Carolina (MA) e Brasília (DF).
A partir dessas cidades deve contratar uma agência ou alugar um carro 4×4 e chamar um guia ao chegar em Ponte Alta do Tocantins.

As estradas na região do Jalapão são desertas, de terreno difícil e pouco sinalizadas, o celular não pega e estar acompanhado de um local pode fazer muita diferença.
Quem vem de Palmas, ou Brasília, deve seguir pela TO-050 até Porto Nacional. Então pegar a TO-255 até Ponte Alta do Tocantins, a porta de entrada do Jalapão.
Se a origem for Carolina, para complementar o roteiro com Chapada das Mesas, deve fazer o mesmo trajeto, mas antes chegar a Palmas pela BR-226.
O trecho entre Palmas e Ponte Alta do Tocantins são cerca de 200 km por rodovia asfaltada.
Um dos melhores destinos do Brasil para os amantes do ecoturismo, o Jalapão ainda está sendo descoberto pelos viajantes que gostam de desbravar novos roteiros.
O difícil acesso ajuda a preservar a região, que ainda recebe poucos turistas em busca das atrações do cerrado.
Porém quem se aventurar nessa viagem não irá se arrepender.
O Jalapão oferece aos turistas rios com água límpida e deliciosas quedas d’água, como a Cachoeira da Velha e a Cachoeira do Formiga; o raro fenômeno dos fervedouros, onde nascentes profundas se transformam em oásis que permitem aos visitantes flutuarem sem esforço algum; um conjunto de dunas douradas perfeitas para o pôr do sol; e formações rochosas que parecem ter saído do papel, de tão perfeitamente desenhadas pela natureza, como a Serra do Espírito Santo e a Pedra Furada.
Cerrado final de tarde - Jalapão

Pontos de interesse
Pedra Furada
O pôr do sol na Pedra Furada é comparável à beleza do pôr do sol nas Dunas do Jalapão.Esculpidos na rocha de arenito em meio ao cerrado, os buracos permitem cenários espetaculares para apreciar o entardecer.
É um lugar inesquecível do Jalapão.
Do alto da Pedra Furada, é possível ver a imensidão da região e acompanhar o sol se pondo até o último segundo.
Apesar de ser um ponto fácil de ser visitado durante todo o dia, o auge da Pedra Furada é mesmo no pôr do sol.
O acesso à Pedra Furada é bem fácil e os carros chegam próximos à entrada.
Uma pequena trilha, de cinco minutos, permite chegar ao buraco maior sem grande esforço.
Já para ir mais alto, de onde se vê o pôr do sol e onde estão os buracos menores, é preciso um pequeno esforço.
Para subir, evite ir de chinelo, pois o terreno é instável. Prefira tênis ou sapatilha.
A Pedra Furada está localizada a cerca de 35 km de Ponte Alta do Tocantins, dentro de uma propriedade particular. O acesso é gratuito e permitido pelos proprietários da área.

Prainha do Rio Novo
Considerado um dos maiores rios de água potável do mundo, o Rio Novo é um dos melhores pontos do Jalapão para um mergulho.
Apesar de haver dezenas de pequenas praias ao longo do curso do rio, uma específica atrai a atenção dos turistas.
A Prainha do Rio Novo, localizada a poucos metros da Cachoeira da Velha, tem longa faixa de areia branca, água tranquila e muita sombra para quem quiser descansar.
A Prainha do Rio Novo faz parte de quase todos os roteiros das agências que visitam o Jalapão, exatamente pela proximidade com a Cachoeira da Velha.
É comum que o local seja ponto de parada para lanches e um intervalo nos dias de calor.
No alto da escadaria que leva à praia, os guias montam deliciosos piqueniques enquanto os turistas curtem a água gelada do rio.
Apesar da água tranquila, o Rio Novo tem correntezas.
Evite nadar para o outro lado da margem e fique atento para não ser pego de surpresa e levado pela água.
O rio também tem pequenos peixes que podem ser vistos com a ajuda de uma máscara de mergulho ou mesmo de fora da água.
À beira da areia, a água é bem rasa e permite o banho, mesmo para quem não sabe nadar.


Cachoeira do Formiga
O intenso verde esmeralda da água da Cachoeira do Formiga encanta os turistas que visitam o Jalapão. A cachoeira está entre as mais belas da região e, com toda certeza, entre as mais visitadas.
A queda d’água não é muito grande, mas a piscina que se forma é maravilhosa.
E a boa notícia é que a água não é supergelada, pelo contrário, é na temperatura exata para aplacar o calor do Jalapão sem deixar ninguém morrendo de frio.
Além da ótima temperatura, a água da Cachoeira do Formiga é tão transparente que permite ver o fundo de areia calcária.
Quem mergulha consegue ainda ver a grande pedra que dá tons de azul a um dos trechos da cachoeira.


Cachoeira da Velha
A Cachoeira da Velha é uma das principais atrações localizadas dentro do Parque Estadual do Jalapão e a maior cachoeira da região.
A potência dessa queda d'água oferece espetáculo grandioso para os turistas, que podem chegar bem perto seguindo pela plataforma de madeira construída especialmente para observação da paisagem. Apesar de muito eficiente, a plataforma não permite ver toda a cachoeira, que é formada por dois semicírculos, um de costas para o outro.
São 100 metros de largura e 15 metros de queda. Destaque para a árvore que cresce em meio à cachoeira, no paredão que separa as duas quedas.

A região fica bem próxima ao centro geodésico do Brasil, ou seja, quase no meio do país abrangendo oito municípios no Estado do Tocantins.
Jalapão está localizado sobre um aquífero subterrâneo pertencente ao bioma cerrado com resquícios da caatinga e Floresta Amazônica.
O parque estadual do Jalapão é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região leste do estado do Tocantins.
Com uma área de 158 970,95 ha, está distribuído pelos municípios de Mateiros e São Félix do Tocantins.
Criado em 12 de janeiro de 2001, Jalapão é o maior parque estadual do Tocantins.
A vegetação no parque é predominantemente a de cerrado ralo e a de campo limpo com veredas.
Sua posição estratégica possui continuidade com a área de proteção ambiental do Jalapão, a estação ecológica Serra Geral do Tocantins e o parque nacional das Nascentes do Rio Parnaíba.
Existe há milhares de anos, mas só chamou atenção depois que o Rally dos Sertões passou por ali em 1998.
Os participantes se encantaram com o lugar e colocaram as fotos na mídia.
E isso acabou gerando uma nova fonte de renda para a então carente comunidade local (indígenas, quilombolas e seus descendentes).
Não só as belezas naturais foram exaltadas, o artesanato único feito com a planta dourada que não existe em outro lugar ganhou o mundo.
O cenário é um dos mais lindos do Brasil e mesmo assim não é muito visitado.
Cachoeiras cristalinas, piscinas naturais verde-esmeralda, chapadões e dunas compensam as dificuldades para chegar ao local.
Mas antes é preciso saber alguns detalhes e se preparar para viagem porque o acesso não é fácil, embora recompensador para quem curte natureza.


Quando ir ao Parque do Jalapão?
A viagem vale o ano todo, porém, quem se incomoda com barro e chuva, deve evitar os meses de dezembro a fevereiro. De maio a setembro é época de seca. Embora o calor abafado seja presença constante em qualquer estação.
A oferta e opções de atrativos no Jalapão são várias, assim como a consciência de que o turismo de massa pode acabar com lugares assim.
Por isso, regras foram estabelecidas para preservar o Parque Estadual do Jalapão e devem ser cumpridas. Mas o parque é apenas uma parte do paraíso e existe várias formas de aproveitar e proteger ao mesmo tempo.
Um Fervedouro no Jalapão

As regras pra saber antes de ir:
- o lixo produzido deverá ser recolhido até o ponto de coleta mais próximo;
- não é permitida a descida do paredão das dunas;
- retirar plantas não é permitido;
- carros não são permitidos em algumas áreas;
- drones estão proibidos nas dunas;
- respeitar as tradições e costumes locais;
- utilizar produtos biodegradáveis.
Quanto tempo ficar?
No mínimo dois dias pra fazer o básico no Parque Estadual do Jalapão ou uma semana é suficiente para ver tudo.
Fervedouros
No Jalapão, há fervedouros de vários tamanhos, formatos, cores de água e intensidade de flutuação. Estima-se que haja mais de vinte em toda a região, mas atualmente apenas oito estão abertos à visitação. Todos eles estão localizados em áreas particulares ao longo da TO-110, estrada que liga Mateiros a São Félix.
O mais famoso fervedouro, e o primeiro a ser descoberto, é o Fervedouro do Ceiça, com um poço de água transparente em meio a bananeiras, o cenário faz com que esse seja um dos lugares mais espetaculares do Jalapão.
Já o Fervedouro Bela Vista é considerado por muitos o mais belo da região.
O grande poço redondo, com 15 metros de diâmetro e água extremamente azul, não deixa dúvidas do motivo do título.

Bem parecido com o Bela Vista, porém com água em tons de verde, o Fervedouro do Alecrim também oferece um delicioso poço para flutuação.
Já o Fervedouro do Encontro das Águas se destaca pela enorme potência da nascente, que faz com ele seja o mais forte do Jalapão.
O tamanho reduzido (com capacidade para apenas quatro pessoas) não diminui a diversão de flutuar intensamente.
O diferencial do Fervedouro do Buritizinho é a água extremamente transparente e azul, o que permite lindas fotos! Enquanto o Fervedouro dos Buritis e Fervedouro do Rio Sono têm lindos poços de água decorados por buritis.
Fervedouro do Ceiça
Primeiro fervedouro a ser divulgado para o público, o Fervedouro do Ceiça ainda hoje está entre os mais famosos e visitados do Jalapão.
O poço tem uma nascente principal e a intensidade da pressão é bem alta, fazendo com que os visitantes flutuem com facilidade. O fervedouro é bem redondo e cercado por bananeiras intensamente verdes que dão tom ainda mais impressionante para a nascente.
A água que escoa do fervedouro cai em um aquário natural fora da fonte principal.
O acesso ao Fervedouro do Ceiça é bem fácil e não há trilha a ser percorrida.
A capacidade máxima do fervedouro é de dez pessoas ao mesmo tempo. Havendo fila, os visitantes podem permanecer apenas dez minutos.
Não deixe de levar máscara de mergulho e câmera fotográfica subaquática para registrar o interior do visual do fervedouro.
Não há restaurante no Fervedouro do Ceiça. Lembre-se de que não é permitido o mergulho no fervedouro se o visitante estiver usando na pele protetor solar ou repelente.
Com água extremamente transparente e de azul intenso, o Fervedouro do Buritizinho se destaca como um dos mais belos do Jalapão.
Nadar em meio à natureza que cerca o local é uma experiência incrível e digna de muitas fotos.
O Fervedouro do Buritizinho tem formato de gota e a nascente é mais profunda se comparada a outros fervedouros, por isso a sensação de flutuação não é tão intensa.
O Cânion de Sussuapara é um cânion pequeno com gotas de água caindo do céu.
É onde a magia começa.
Provavelmente será a primeira das atrações por ser perto da estrada que leva a Ponte Alta do Tocantins.
★★ Serra do Espírito Santo
O longo e reto platô de arenito é seguido pela formação em pirâmide em uma das pontas, uma silhueta inconfundível e que se tornou marca registrada da região.
A Serra do Espírito Santo está localizada ao lado das Dunas do Jalapão e é considerada a responsável pela formação do parque de areia.
A rocha sofre de maneira perfeita a ação do vento que faz com que todo o material da erosão seja depositado no mesmo lugar, formando assim as dunas, um fenômeno único no cerrado brasileiro.
Além de ser um belo cenário para quem está na estrada, a Serra do Espírito Santo também é uma das mais atraentes e belas trilhas do Jalapão.
A Serra do Espírito Santo e Mirante é o único passeio que exige algum esforço físico pela subida íngreme de 400 metros com calor intenso.
As Dunas do Jalapão tem 25 metros de altura e ficam douradas ao pôr do sol.
A formação das dunas é pela decomposição da Serra do Espírito Santo, as rochas se esfarelam e o vento joga toda a areia no mesmo local.
A trilha demora, em média, 50 minutos até o topo do primeiro mirante e mais meia hora até o segundo. A subida inicial é a parte mais difícil.
Durante o trajeto, há vários bancos que servem de apoio para tomar um ar e seguir o trajeto.
Logo no final da subida, já estará o principal mirante da Serra do Espírito Santo, de onde se observa o nascer do sol.
A partir desse mirante, são mais 3 km de caminhada até chegar ao segundo ponto de observação, de onde se pode ver as Dunas do Jalapão.
O melhor horário para subir a Serra do Espírito Santo é no início da manhã, para observar o nascer do sol.
O trajeto começa ainda de madrugada, quando a noite torna o esforço da subida menos doloroso.
A saída das pousadas costuma acontecer às 4h da manhã e a subida se inicia às 5h.
O tempo é suficiente para chegar junto com os primeiros raios de sol.
Para a subida, é importante estar com calçado fechado, preferencialmente bota de trilha, lanterna, lanche e muita água.
A descida já acontece de dia e o calor pode ser bem intenso.
A trilha não é recomendada para pessoas com dificuldade de locomoção ou preparo físico ruim.
Apesar de bem curta, ela exige um pouco do viajante.
Atenção: Leve dinheiro em espécie porque poucos estabelecimentos aceitam cartão de crédito e caixas eletrônicos não são comuns no Jalapão, e prepare-se para ficar incomunicável sem sinal no celular e Wi-Fi.
O Jalapão é considerado o deserto brasileiro pela sua densidade demográfica e não pela quantidade de areia. A população não chega a um habitante por quilômetro quadrado!
Onde ficar e acampar ?
Basicamente são várias opções, dormir nas pousadas simples nas cidades ou nos campings: Safari Camp da Korubo Expedições, e outros como os Fervedouros.As pousadas valem pelo contato com os proprietários porque no máximo vai encontrar uma cama razoável, banho quente e café da manhã.
No Camping Safari Camp Korubo oferece barracas com muito conforto, cama de madeira e banheira dentro da barraca!
No entanto, pra se hospedar (não deixe de entrar em contato antes) é preciso comprar o pacote de seis noites da agência. Sendo a primeira e a última noite sempre em Palmas e, pelo menos, quatro dias no Jalapão.
O Safari Camp Korubo localiza-se nas margens do refrescante Rio Novo e fica cansativo fazer bate volta para as atrações mais distantes.
Além da melhor estrutura na hospedagem, duas atrações são exclusivas da Korubo: um fervedouro e a canoagem no Rio Novo.
Além da melhor estrutura na hospedagem, duas atrações são exclusivas da Korubo: um fervedouro e a canoagem no Rio Novo.
É uma experiência interessante, especialmente para quem nunca teve contato com camping.
Tudo parece rústico, mas na prática é confortável e bem fácil para quem não é expert em acampamentos.

Camping Pousada Rio Novo - Mateiros TO. Ainda bem selvagem, mas é bem estruturado.
Vale a pena ir e conferir.
Camping Fervedouro Bela Vista - É um dos mais bem estruturados do Jalapão.
Há um restaurante delicioso no local (que funciona também para o jantar), área para camping e o proprietário promete, em breve, a construção de quartos para hospedagem.
A capacidade máxima do Fervedouro Bela Vista é de dez pessoas por vez.
Oferece almoço, com boa comida.
O Fervedouro Bela Vista está localizado mais próximo da cidade de São Félix e por isso nem sempre entra nos roteiros de viagem ao Jalapão.

Camping A Cachoeira do Formiga - Está localizada em área particular e é cobrado ingresso para visitar a cachoeira e para acampar.

Camping A Cachoeira do Formiga - Está localizada em área particular e é cobrado ingresso para visitar a cachoeira e para acampar.
O acesso é bem fácil e não exige trilhas para chegar ao local.
Para visitar a cachoeira com pouca gente, evite os dias de feriado prolongado.
Ela é uma das mais populares atrações do Jalapão e costuma ter muitos turistas em dias mais concorridos.


Atenção: O blog Camping Natural não se responsabiliza por alterações realizadas pelos estabelecimentos (infra-estrutura, roteiro, etc.) após o fechamento desta postagem.









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