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20.6.26

Parque Nacional da Mocidade

Um dos Lugares Mais Inexplorados do Brasil

O Parque é uma das regiões com maior diversidade biológica da Amazônia, pois fica entre dois biomas distintos: terrenos sazonalmente alagáveis da bacia do Rio Branco e trechos de terra firme sobre rochas Pré-Cambrianas.
Parque Nacional da Serra da Mocidade - RR
É um dos lugares mais remotos e menos visitados do mundo!
A beleza cênica existente nos 350.960 mil hectares da reserva deu o nome do parque. 
Criado em 1998, o parque faz divisa com a reserva dos povos indígenas Yanomami, que habitam o local há muito tempo.
A unidade fica no município de Caracaraí, em Roraima.

Índice da postagem

    Parque Nacional da Serra da Mocidade - RR


    Como chegar 

    De avião comercial para Boa Vista - RR e de lá pela BR-174 seguindo mais 130 km de estrada asfaltada até Caracaraí - RR.
    Será preciso ir de voadeira (barco de alumínio rápido com motor de popa) por cerca de 180 km pelo rio Branco de Caracaraí-RR à Ilha da Mizura, próxima da boca (foz) do rio Água Boa do Univiní (ABU) e dali por mais uns 100 km até a entrada do PARNA Serra da Mocidade
    A base do ICMBio está a cerca de 15 km após a boca do rio Capivara, onde começa do PARNA no rio ABU.
    Para a parte central é só entrar no rio Capivara ou no igarapé Bacaba, o qual possui uma difícil localização de sua boca.
    Para a parte oeste deve-se entrar no rio Catrimani a uns 2 km da boca do rio ABU e de lá navegar por mais uns 130 km até o outro início do PARNA, desta vez no rio Catrimani. 
    Este trecho possui apenas uns 16 km de navegação dentro do PARNA.
    A parte norte pode ser conhecida indo em estrada de terra de Caracaraí-RR ao rio Ajarani e de lá navegar até a boca do rio Preto e até bem próxima da Serra da Mocidade. 
    A parte do extremo sudoeste possui muitas zonas intangíveis ou quase inatingíveis.
    Mapa como chegar no Parque Nacional Serra da Mocidade RR

    Cidade de apoio

    A cidade de apoio para conhecer este PARNA é Vista Alegre que fica em Caracaraí - RR, esta com mais condições, onde se encontram toda a estrutura necessária como hotéis, bancos, hospitais, etc. 

    Quando ir 

    Prefira ir quando as chuvas estiverem parando e os rios e igarapés começando a secar, pois desta forma ainda dará para navegar e ainda encontrará água para beber. 
    Ou seja, entre fevereiro e março.
    O parque ainda é "novo" e não está aberto para visitantes, contudo, é permitida a realização de pesquisas nas suas belezas cênicas que encantam aos poucos privilegiados que podem entrar. 
    Está sendo estudada a possibilidade (está em construção) de o parque virar uma grande área para recreação.

    Como é o Parque da Mocidade


    Parte da área está sobre rochas muito antigas, do Complexo Guianense, e parte sobre terrenos sedimentares do Terciário-Pleistoceno e Quaternário. 
    Quanto a sua geomorfologia, está localizado no Planalto Dissecado Norte da Amazônia. 
    É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
    A vegetação é composta basicamente por Floresta Amazônica, com exemplares típicos, como a Cuiaou Coité (Crescentia cujete). 
    O parque é um extenso habitat para os animais de várias espécies, como a onça-pintada, ariranha, além das aves migratórias provenientes do hemisfério Norte, como o gavião-real, gavião-preto, a choca-de-roraima, a garça-branca, a tartaruga-de-rio, o Anacã entre outros.
    Gavião-real
    Gavião-real
    A atual área do Parque Nacional fazia parte da Gleba Niquiá que estava sob domínio do Ministério do Exército dentro do que preconizava o "Projeto Terras Devolutas" e foi doada ao IBAMA para cumprir com as diretrizes da Convenção da Diversidade Biológica, convenção internacional da qual o Brasil é signatário, que prevê a destinação de 10% dos ecossistemas existentes para criação de unidades de conservação.
    A região do Parque Nacional Serra da Mocidade registrou atividades extrativistas entre o início do século XX e meados dos anos 1980, quando o comércio dos produtos foi perdendo o preço e o interesse comercial. 
    O nome do Parque foi dado por pioneiros ao mencionarem as dificuldades para subir as montanhas da região, o que só poderia ser realizado por quem estivesse no "vigor da mocidade".

    A identidade paisagística da área do PARNA Serra da Mocidade esta vinculada ao tipo e à formação dos solos, refletida visualmente na cor das águas de drenagem e na arquitetura das formações vegetais que recobrem a região, sendo a principal tipologia de solo encontrada o neossolo hidromórfico.
    Parque Nacional Serra da Mocidade - Neossolo hidromórfico
    A hidrologia é caracterizada por um emaranhado de águas pretas e "mistas" que variam a carga química e de sedimentos em função das chuvas e/ou enxurradas regionais, abrigando uma diversidade de ambientes aquáticos, que vão desde pequenos igarapés, passando por alagados temporários e sazonais, até rios, o que proporciona ao Parque uma fauna aquática abundante e diversa, tais como o peixe-boi (Trichechus inunguis), o pirarucu (Arapaima gigas), o tucunaré (Cichla spp.), a pirarara (Phractocephakus hemioliopterus) e o poraquê (Electrophorus eletricus).
    Poraquê
    Poraquê
    A cobertura vegetal do Parque apresenta várias fitofisionomias devido a sua extensão e variação de altitudes, como: campinas e campinaranas situadas, muitas vezes, sobre paleodunas relictuais e originadas durante épocas secas, cobrindo aproximadamente 36% de toda a área, principalmente, na parte central; contato campinarana-floresta ombrófila, cobrindo mais de 32% da área, floresta ombrófila aberta e floresta ombrófila densa, representadas, principalmente, por orquídeas e bromélias. 
    A presença de árvores majestosas em meio às pedras e rochedos das encostas é constante, representadas pelas espécies roxinho (Copaifera bracteata), cedro (Cedrela fissilis) e angelin (Andira cuyabensis).
    Floresta ombrófila densa no Parque Nacional da Mocidade
    O parque apresenta altitudes que variam de 100 m até 1.700 m. 
    Em sua porção setentrional, predomina uma cadeia de montanhas, a chamada Serra da Mocidade, que trata-se de um maciço residual de grandes proporções, caracterizado por cristas acentuadas e encostas ravinadas, em meio à densa floresta de altitude. 
    Na parte meridional predomina uma extensa planície baixa composta por sedimentos arenosos e argilosos antigos.
    Com relação à fauna local ocorrem aves associadas a ambientes aquáticos, como garças, socós e o martim-pescador, além de mamíferos como a onça, a ariranha e a capivara. 
    Em seus inúmeros lagos, já foram registradas também espécies de aves migratórias originárias do hemisfério Norte.

    As atrações 

    No PARNA da Serra da Mocidade existe uma trilha "em construção" de uns 2 km que parte da futura sede do ICMBio floresta adentro. 
    No mais é preciso abrir trilhas a facão com autorização especial.
    É interessante conhecer o Morrinho Redondo que existe a cerca de 3,5 km do rio ABU com uma caminhada entre Cerrado e Floresta até um campo de areia.
    Há muitos campos de areia cobertos por uma fina camada de Cerrado e alguns deles com muitas lagoas, principalmente na parte acima do rio Capivara.
    É certo encontrar espécies diferentes de jacarés e muitas aves.
    Os rios ABU e Capivara são os mais claros e com muitas praias e algumas ilhas na estação da seca e alguns lagos na estação chuvosa.
    Nos arredores há muitas praias no rio Branco na estação da seca e muita pescaria.
    Pesca no Rio Branco - RR

    O que levar

    Leve a autorização concedida pelo ICMBio e avise o chefe do PARNA pelo menos 15 dias antes de sua ida. 
    Além disso, leve uma boa barraca, almofada ou colchonete inflável para dormir, cobertor fino (na Amazônia há a possibilidade de fazer noites frias), capa contra chuva, uma boa bota de cano longo (as de borracha espessa protegem tanto de picadas de cobras quanto de se molhar ao atravessar charcos e pântanos), meião ou meias especiais, esparadrapo e algodão, copo e talheres dobráveis, repelente, protetor solar, boné, óculos de sol, roupas de uso pessoal (prefira as de nylon ou de material leve), um bom GPS com as coordenadas já marcadas, power bank (carregador para aparelhos eletrônicos), lanterna de testa, aparelhos eletrônicos pessoais, barras de cereal, bananas desidratadas, uma ou outra bebida energética, hipoclorito de sódio para por na água de rios suspeitos, produtos de higiene pessoal, etc.
    Power bank
    A água pode ser levada em garrafões de 20 litros no caso de ir de voadeira.
    Leve um tênis daqueles a prova d’água para ficar na voadeira e ao descer nas ilhas de areia.
    Leve um Soro Antiofídico Específico Pessoal para amenizar eventuais picadas de animais peçonhentos para as primeiras horas.

    Mais informações aqui.. Cobras venenosas

    Dicas importantes 

    Utilize repelentes e protetores solar, pois nas áreas com Cerrado o sol é muito forte.
    Tenha autorização do ICMBio para entrar no PARNA.

    Nunca ande sozinho na mata



    Para quem é iniciante, não sabe nada sobre acampamento selvagem, e quer conhecer este paraíso, por favor contrate um guia, e procure um local com apoio e boa estrutura.
    Geralmente na época da seca fica um hotel flutuante próximo à boca do rio ABU, o qual pode servir de apoio e possui wi-fi. 
    Há uns 50 km da boca deste mesmo rio há um hotel de selva com pista de pouso asfaltada, piscina, chalés e wi-fi. 
    Porém, é preciso reservar com muita antecedência.

    Os riscos

    Raios, ventanias, chuvas fortes, inundações, desmoronamentos, etc.
    Animais peçonhentos, onças, arraias, jacarés-açus, entre outros animais perigosos selvagens.
    Acidentes de forma geral, se perder, afogamentos, cortes, picadas, mordidas, insolações, desnutrições, estresses, insônias, intoxicações alimentares, adquirir vermes, doenças tropicais, eventuais ataques indígenas, assaltos, sequestros, etc.
    Segundo alguns piloteiros (que dirige os barcos) há risco de assaltos ao se acampar nas praias do rio Catrimani.

    Então fique atento, ou aprenda aqui.. Proteção e segurança
     

    Expedições difíceis

    Nove solicitações nesse sentido já foram feitas pelo Sisbio, além de um levantamento inicial da cobertura vegetal feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - (INPA) em 2004, e de expedições de ornitólogos do mesmo Instituto.

    O caminho é longo, são 300km de voadeira desde Vista Alegre, um distrito de Caracaraí
    Tão difícil que os pesquisadores do INPA levaram dez anos para montar uma expedição científica de pouco menos de um mês em campo.
    Com quase 2 mil metros acima do nível do mar, a Serra da Mocidade é um dos poucos lugares na Amazônia com altitude, assim como outros Parques Nacionais como Pico da Neblina, Monte Roraima e Serra do Divisor.
    Expedições Novas Espécies - Aves
    Por ser raro haver um local fora da planície e por ser de difícil acesso, é bem provável que ocorram espécies que não ocorrem em outro lugar do mundo. 
    Uma  expedição que ocorreu em 2016, foi acompanhado de 70 profissionais, dos quais 50 especialistas biólogos, de diferentes grupos.
    Resultados parciais da expedição científica realizada na Serra da Mocidade, em Roraima, apontam a identificação de 60 novas espécies de insetos aquáticos e terrestres, plantas e outros animais. 
    Durante 25 dias, entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano, 70 profissionais de várias instituições percorreram um maciço de montanhas de quase dois mil metros de altitude, situado num dos lugares mais isolados da Amazônia Legal.
    O objetivo principal da expedição era achar espécies novas. 
    Expedições Novas Espécies - Aves
    A “Expedição Novas Espécies” encontrou mais de 80 novas espécies, de aves a insetos e plantas. 
    E com isso que não chegaram ao cume! 
    Até onde várias espécies não foram avaliados nessa expedição, imagina-se se tivessem sido concluídos?

    Apesar de longo, o caminho, você vai se adentrando na Amazônia
    Sendo um dos lugares mais remotos do mundo, ao contrário do restante da Amazônia, é uma área praticamente não povoada. 
    Não somente isso, mas não há registro de que algum ser humano tenha chegado ao topo.

    Infraestrutura

    O parque encontra-se em área remota e de ambiente primitivo, não possuindo atualmente
    qualquer estrutura de alojamento para estadia. 
    Recomendamos a contratação de embarcação regional ou voadeiras com uma equipe de montagem de acampamento e guias para as trilhas rústicas.

    Autorização e acesso

    Para visitar o parque, basta enviar um email para ngi.roraima.usopublico@icmbio.gov.br,
    informando o nome completo, CPF de todos os visitantes (ou Passaporte se estrangeiro) e o
    período pretendido. Uma autorização digital será emitida em até 3 dias úteis.
    Importante: As autorizações somente serão emitidas em horário de expediente do ICMBio, de
    segunda a sexta, das 7:30h às 17:30h. (exceto feriados).
    Com a autorização emitida, a entrada no parque é liberada, podendo ocorrer diariamente,
    incluindo sábados, domingos e feriados.

    A Base e a Água Boa do Univini

    A base não tem uma infraestrutura específica (ainda no papel), apenas um teto de zinco que aguenta chuvas fortes.
    Na Amazônia há rios de águas claras, que geralmente nascem nos Andes e carregam sedimentos mais novos, e águas pretas, que nascem em menores altitudes e cujos sedimentos foram carregados. 
    A base do Bacaba do Parque Nacional, com um telhado pronto, já está a caminho de construir banheiros! 
    Base e infraestrutura em construção
    Fica perto do Água Boa do Univini (ABU), de águas pretas.
    Esses rios tendem a ser bastante sinuosos, correndo devagar, ótimos para percorrer de caiaque.
    Na parte baixa do Água Boa do Univini ocorrem atividades de pesca (pesque e solte), atraindo visitantes estrangeiros que chegam inclusive de hidroavião!
    Rio Univini no Parque Nacional da Mocidade - RR
    Rio acima fica a Estação Ecológica do Niquá (não ocorre turismo, a não ser com caráter educacional) e do outro lado, o Parque Nacional, que permite turismo.
    A trilha de monitoramento fica colada na base e permite dar umas caminhadas. 
    Onde pode ter sorte de ver boa quantidade de animais, como alguns cuxiús (uma espécie de macaco) raros (Chiropotes chiropotes). 
    Macaco cuxiú
    Macaco Cuxiú
    Com uma cor mais parecida com os macacos prego, mas um rabo mais largo como os macacos barrigudos e o topetinho repartido no meio que conhecíamos dos cuxiús de nariz branco, chamaram muito a atenção.
    Mas a verdade é que há pouca fauna comparado ao "Viruá", que fica bem perto. 
    A dúvida, se é assim ou é a época. Em época de cheias é mais difícil avistar fauna que na seca, quando os animais “obrigam-se” a aproximar-se dos rios.

    A Serra da Mocidade

    A vegetação e a distância impedem que a Serra da Mocidade propriamente dita, seja vista a partir do rio ou da base. 
    Mas a Serra fica ali imponente, resguardada e aguardando que alguns poucos seres humanos olhem para ela todos os anos, mesmo que indiretamente. 
    Serra da Mocidade - RR

    De volta ao Viruá 



    Já falamos que a melhor época para visitar o PARNA do Viruá é a seca e o PARNA da Serra da Mocidade é o entre águas (setembro – outubro). 
    A parte seca do Viruá é a melhor, mas para ir aos rios é melhor ir na época mais cheia. 
    E juntar com a Serra da Mocidade é uma grande vantagem em vários sentidos.

    Primeiro porque no Viruá tem uma base excelente, onde você pode pernoitar antes de sair cedo para a Serra da Mocidade; segundo, porque o Viruá tem paisagens diferentes e complementares às da Serra da Mocidade; terceiro porque praticamente no caminho de voadeira para a Serra da Mocidade você pode dormir na ponta sul do Viruá, onde só se chega de barco, quebrando a viagem (que é longa), e por último, porque esse acampamento selvagem na praia do Viruá é uma boa ideia.

    No Viruá, além de observar a diferença entre as estações do ano, acampar no Viruá é um dos melhores lugares para se estar. E a sensação de familiaridade, de sentir e reconhecer os cheiros, as texturas e as paisagens, fica para lá de especial.

    Qual distância do Parque do Viruá ao Parque da Mocidade RR?

    A distância em linha reta entre o Parque Nacional do Viruá e o Parque Nacional da Serra da Mocidade é de aproximadamente 75 km a 80 km. 
    Ambas as unidades de conservação ficam na região central/sudoeste do estado de Roraima, no município de Caracaraí.
    No entanto, o deslocamento prático entre os parques é feito exclusivamente por vias fluviais, o que torna a viagem muito mais longa e complexa.

    Sede/Acesso do Viruá: O Parque Nacional do Viruá fica às margens do rio Branco e tem seu acesso terrestre feito pela BR-174 (sentido sul, a cerca de 190 km de Boa Vista).

    Acesso à Serra da Mocidade: A região da Serra da Mocidade é extremamente remota e primitiva, sem estradas. 
    O trajeto de barco (voadeira) desde a base em Caracaraí até a entrada do parque pode chegar a cerca de 300 km de navegação pelos rios Branco e Água Boa do Univiní, com duração de aproximadamente 30 horas.

    Qual o nível de dificuldade e o que ver?

    A aventura na Serra da Mocidade apresenta um nível de dificuldade que exige preparo. 
    O acesso ao Parque Nacional ocorre principalmente por via fluvial, em uma área remota.
    Os rios, único meio de acesso, variam o volume de água, dificultando a navegação na época de seca e aumentando a complexidade da jornada. 
    As trilhas terrestres, em grande parte rústicas, atravessam diferentes tipos de vegetação.
    As possibilidades de roteiro giram em torno da navegação contemplativa por rios intocados e trilhas que revelam a biodiversidade única de Roraima.
    Principalmente na observação de aves e animais, que por sorte pode ser um animal ou ave sem ser catalogada oficialmente.

    Observação de aves

    Observação de aves
    O visitante tem a chance rara de observar espécies endêmicas em seu habitat natural e vivenciar o pernoite sob o céu amazônico em acampamentos autorizados. 
    Pelo fato de estar no bioma da Amazônia, a região apresenta ampla biodiversidade, com presença de aves, peixes, jacarés, árvores de grande porte, entre outras espécies.

    Contato com comunidades indígenas

    Devido à proximidade geográfica com a reserva Yanomani, o turista que for na Serra da Mocidade vai ter contato próximo com comunidades indígenas, sendo uma ótima oportunidade para conhecer as tradições locais.

    Rios e igarapés

    São diversos os rios e igarapés em volta da Serra da Mocidade. Entre eles estão o Rio Capivara, Branco e Água Boa do Univini (ABU).

    Paleodunas

    A Serra da Mocidade também conta com paleodunas, também conhecidas como dunas fósseis, e formações montanhosas que passam de 1.200 metros de altitude.
    Paleoduna na Serra da Mocidade

    Conclusão

    O lugar é uma das regiões com maior diversidade biológica da Amazônia, pois fica entre dois biomas distintos: terrenos sazonalmente alagáveis da bacia do Rio Branco e trechos de terra firme sobre rochas Pré-Cambrianas. 
    O parque faz divisa com a reserva dos povos indígenas Yanomami, que habitam o local há muito tempo.
    A unidade fica no município de Caracaraí, em Roraima.
    Explorar a Serra da Mocidade é aceitar um convite para o mundo primitivo. 
    Mas desbravar um dos pontos mais isolados da Amazônia exige cuidado, conhecimento, estratégia, autorizações rigorosas e guias (se você é leigo, contrate) que dominam e conheçam o terreno.




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